Doentes oncológicos: Nutriçao

Novembro 13, 2025

Resumo

Náuseas, úlceras ou falta de apetite? O tratamento oncológico leva à malnutrição. Saiba como a diminuição da ingestão causa perda de massa muscular e como a intervenção nutricional precoce é a chave para a função imunitária.

O cancro é um vasto conjunto de doenças caracterizadas por um crescimento anormal e descontrolado de células, que se acumulam formando massas, as quais designamos por tumores malignos, por terem a capacidade de se disseminar e invadir outras partes do corpo.

É umas das principais causas de morbilidade e mortalidade, maioritariamente em países desenvolvidos, com um grande impacto no bem-estar físico e psicológico dos doentes.

A doença e o tratamento podem alterar diversas funções fisiológicas, entre elas o estado nutricional. A nutrição e o bom estado nutricional são fatores determinantes para o controlo do desenvolvimento da doença, aumento da função imunitária e redução das complicações, controlo da sintomatologia e recuperação.

Malnutrição

A malnutrição é um padrão nutricional associado à doença oncológica, mais de metade dos doentes apresentam perda ponderal de peso e algum grau de desnutrição, que se caracteriza por uma acentuada deficiência energética, proteica e de vitaminas.

Pode surgir por diversos fatores, como consequência do tumor ou do próprio tratamento, entre eles:

  • Náuseas e vómitos;
  • Úlceras orais;
  • Alteração do paladar;
  • Depressão;
  • Falta de apetite;
  • Alterações do trato gastrointestinal (diarreia, obstipação).

A diminuição de ingestão de alimentos leva a um desequilíbrio das necessidades nutricionais, com consequente perda proteica e de massa muscular podendo surgir sintomas como atrofia muscular, cansaço, fraqueza e fadiga física e mental. De forma a minimizar os riscos associados deve ser feita a avaliação e o acompanhamento do estado nutricional de cada doente.

Avaliação e intervenção nutricional

A avaliação nutricional consiste num conjunto de ferramentas, nos quais é analisado o índice de massa corporal, a perda de peso e o consumo de alimentos, de forma a garantir um acompanhamento especializado e a satisfação das necessidades do doente. Tem como objetivo melhorar o balanço energético e proteico, assim como o fornecimento de vitaminas e minerais.

Deve ser iniciado numa fase precoce da doença como complemento da dieta normal e pode consistir em alimentos fortificados, suplementos, nutrição entérica e nutrição parentérica.

Este acompanhamento deve ser feito por uma equipa especializada, ou por um profissional habilitado, da qual o seu farmacêutico e farmácia fazem parte.

Suplementação

Deve ser adequada às necessidades de cada doente, e corresponde a utilização de suplementos nutricionais que fornecem energia, proteínas, vitaminas e minerais.

Permitem e ajudam na:

  • Recuperação do peso corporal;
  • Melhoria da qualidade de vida e diminuição de comorbilidades;
  • Aumento da massa muscular;
  • Aumento da capacidade de reabilitação.

Podem ser encontrados na sua farmácia na forma de pudins, líquidos e pós e diferem na composição em hidratos de carbono, proteínas, fibra, glúten e sabor.

A Nestlé (Resource) e Fresenius kabi (Fresubin) são duas marcas bastante representativas deste tipo de suplementação que lhe podem oferecer diversas soluções.

Outros adjuvantes

Como vimos existem diversos sintomas que podem influenciar a malnutrição, como tal poderá procurar ajuda junto da sua farmácia de forma minimizar os sintomas e as suas consequências como a utilização de antidiarreicos, laxantes, antieméticos e hidratantes bucais.

Conte com a ajuda do seu Farmacêutico.

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